Nos lábios, no encalço do escuro, o pendente tremor...
enforcou palavras como sinal de poder. Exibiu os troféus de sangue, mantendo o medo, mantendo distância segura.
Dali pra frente, guardaria no bolso direito a próxima bala, sentença sem volta, garantia de não.
Olhou para os dois lados e atravessou a rua. Um míssil passou a poucos centímetros de sua testa e caiu no chão, sem explosão. Riu. Abriu o zíper e mijou na bomba, fez fumaça, guardou a peça sem chacoalhar e não mais voltaria correndo pra casa, toda vez que coisa semelhante acontecesse.
Ateou fogo em tudo o que trouxesse voz a seu alívio e foi morar com primatas.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Nem isto nem isso nem aquilo (muito menos aquilo outro)
Laço a noite
pelo pé de apoio... uivo
e cães da noite se me irmanam.
Tateio as chaves
entre as frestas do chão,
fendas que passos
nunca.
Aí está o segredo: poesia do incomunicável!
Construção em letras minúsculas, em letras
rídiculas, em suma ,
ponte que leva a todo lugar.
Do que tem sentido por não ter explicação.
Uivo... a noite é minha refém.
Lança sobre mim as tuas bençãos, cro-magnon.
pelo pé de apoio... uivo
e cães da noite se me irmanam.
Tateio as chaves
entre as frestas do chão,
fendas que passos
nunca.
Aí está o segredo: poesia do incomunicável!
Construção em letras minúsculas, em letras
rídiculas, em suma ,
ponte que leva a todo lugar.
Do que tem sentido por não ter explicação.
Uivo... a noite é minha refém.
Lança sobre mim as tuas bençãos, cro-magnon.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Oráculo
Num tremor de rosa
em que se pousa
a mão, um beijo-inseto,
uma extraviada gota;
num abalar de ponte,
em que se passa
despercebido, prestes
a ser reconhecido;
num balançar de pedra
que se desloca
amanhecida
por vento em precipício...
repete o homem
(que escuta as sibilas)
as sílabas do teu nome.
em que se pousa
a mão, um beijo-inseto,
uma extraviada gota;
num abalar de ponte,
em que se passa
despercebido, prestes
a ser reconhecido;
num balançar de pedra
que se desloca
amanhecida
por vento em precipício...
repete o homem
(que escuta as sibilas)
as sílabas do teu nome.
domingo, 21 de setembro de 2008
Louvor Tardio
domingo, 31 de agosto de 2008
Muriliano ou Do Mensageiro-Consorte

Hoje, encontrei-a
na penumbra da tarde,
no último sinal de um barco.
Um veleiro, ponto embandeirado,
marco do longe, já limpo da areia,
acenando a busca-
perdida terra prometida.
"Teus pés, donzela arredia,
não devem tocar terra firme,
não devem perder-se da tarde.
Desfolha as nuvens, canta acima... acende todos os teus faróis:
Teu senhor está vindo nas águas
(Traz jóias e tigres no peito)".
Paul Klee, The Departure of the Ships
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Cartografia do despertar
Assinar:
Postagens (Atom)

