Teus olhos, dioneias,
piscavam
e me engoliam vivo.
quinta-feira, 23 de março de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
Sol poente de outono,
que já nasceu posto,
que se espalha,
feito serragem,
por frestas e fendas,
filtrado
por vidros e grades.
Sol que é mais luz
que calor.
Sol que venta
e traz notícias
dos antepassados
mortos.
Sol que permite
que se olhe pra ele.
Deixa o dia mais azul
e a água mais fria.
Sol que estava
no ponto mais alto do céu,
quando nasci.
Sol que vive, pulsa
e assombra,
que parece menor que é.
Sol dançarino
em evoluções perfeitas,
exortado por poucas nuvens.
Sol que não me fere- e me alivia,
seus bons raios me alcançam
e me jogam além
de qualquer sombra
no coração.
Amo-te, sol. Amo-te, vento.
Enxergo-vos como a dois
bailarinos.
E também dança
minha alma.
que já nasceu posto,
que se espalha,
feito serragem,
por frestas e fendas,
filtrado
por vidros e grades.
Sol que é mais luz
que calor.
Sol que venta
e traz notícias
dos antepassados
mortos.
Sol que permite
que se olhe pra ele.
Deixa o dia mais azul
e a água mais fria.
Sol que estava
no ponto mais alto do céu,
quando nasci.
Sol que vive, pulsa
e assombra,
que parece menor que é.
Sol dançarino
em evoluções perfeitas,
exortado por poucas nuvens.
Sol que não me fere- e me alivia,
seus bons raios me alcançam
e me jogam além
de qualquer sombra
no coração.
Amo-te, sol. Amo-te, vento.
Enxergo-vos como a dois
bailarinos.
E também dança
minha alma.
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Esfinge
À sombra de teu rosto,
o universo se abria,
numa flor translúcida
de infinitas pétalas.
Tudo era penumbra,
quando erguias o rosto
e afrontavas as chamas,
pequenas e tremeluzentes.
Teu rosto era um martelo suave,
um machado leve, uma espada,
e cortavas a luz
e o silêncio.
Não falavas, toda eloquência
vinha de teu rosto,
de teus olhos atrevidos,
de teu queixo abusado.
Eras a figura de proa do abismo.
Cataclismo, intempérie,
revoada em busca da primavera,
lançando sombras sobre o outono.
Tu eras a nudez do desejo,
eras a fria fronte de uma estátua
a que o tempo não escarvou,
eras um pavão fotografado.
E eu roçava tua pele com os olhos,
e, com os dedos, te adivinhava,
e alisava teus cabelos,
como quem desnuda a via-láctea.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
sábado, 1 de outubro de 2016
Deixe com o Bobo (2007)
Mundo sério
que se encrespa,
se retesa,
que refuga ao som de baque...
mundo tão sério, tão sem mistério,
se põe em guarda, se põe em farda,
espera o ataque...
estende punho (manopla rude)...
entende tudo, tem testemunhas,
esconde as unhas, teme que mude...
...o mundo... o sério.
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