Entro no quarto secreto - minha sala de troféus.
Meu capítulo de negativas, empalhadas na parede.
Olho-as, uma a uma, cada história fatídica,
em que nada empolgante aconteceu.
Olho para as cabeças, de olhos de vidro,
de expressões vazias, fleumáticas.
São todas a minha cabeça
e não trazem estampadas no rosto
o terror da última hora.
domingo, 20 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Croupier
A mão invisível
desaloja, desabriga,
recolhe ao invisível.
A mão invisível tem
vontade e cegueira próprias
e subtrai sem tomar posse.
Porque nada fica onde se deixa.
Porque nada fica.
Só a mão permanece.
desaloja, desabriga,
recolhe ao invisível.
A mão invisível tem
vontade e cegueira próprias
e subtrai sem tomar posse.
Porque nada fica onde se deixa.
Porque nada fica.
Só a mão permanece.
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